quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Coluna Slap - Double stops

Coluna Slap - Double stops
Coluna publicada na revista Cover Guitarra em 1997


Olá pessoal, aqui vão toques de aplicação de uma coisa que soa muito bem em SLAP e em ROCK que são os DOUBLE-STOPS, ou seja, dois intervalos tocados em "pop" ao mesmo tempo. No exemplo 1 usei quinta e oitava alternando com corda solta e notas abafadas puxando com os dedos médio e indicador da direita nos beats 1 e 2 e em oitavas nos beats 3 e 4 puxando ao mesmo tempo com o polegar e indicador, o que pelo desenho de como fica a mão direita chamamos de "alicate". No exemplo 2 usei intervalos de quintas nos beats 1 e 2 e terças nos beats 3 e 4 em sextinas. Os dois exemplos anteriores são demonstrados alternando tembém com as cordas soltas mi e lá, pode-se tembém usar outras tônicas e assim pensar indiretamente em acordes como no exemplo 3 onde pensei nos acordes de "F" e depois Dm7 e C7M. Treinem esses exemplos , tentem criar outras frases e aplicar em músicas, na próxima edição darei outros toques sobre esse




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Coluna Tipos de levadas para contrabaixo

Coluna Zuzo Moussawer - Tipos de levadas de Baixo

Coluna publicada no site www.musictube.com.br, audios disponiveis no site


                                              AUDIO DA COLUNA ( NOVO )


Nesta coluna abordo os principais tipos de levadas de baixo em relação aos
outros intrumentos. Os exemplos em áudio consistem de levadas de baixo, mas
com acompanhamento de guitarra, teclado e bateria. Aqui não foram usados
notas abafadas, compassos impares e técnicas especificas como Slap e
Tapping. Usei contratempos em alguns casos. Algumas levadas são baseadas
em colcheias, outras em semi-colcheias, mas essa escolha é pessoal de cada
baixista levando em conta o que a musica pede. Todos os exemplos estão em
cima da harmonia I Am I F I C I G I e no tom de lá menor.
Vale lembrar que esses exemplos não representam “todos” os tipos possiveis
de levadas, mas sim grande parte.
Ex. 1 – Baixo igual a guitarra fazendo riffs com notas da escala do tom,
arpejos e cromatismos, busca-se nesse caso o movimento de notas igual do
baixo com a guitarra, tocando no inicio de cada compasso as tônicas dos
acordes. Uma aplicação muito comum em rock
Ex. 2 – Baixo igual ao bumbo da bateria tocando as tônicas dos acordes e
outras notas dos mesmos (arpejos). Muito comum em musica pop e pop/rock.
Ex. 3 – Baixo tocando as tônicas dos acordes no inicio de cada compasso e
tocando “notas de passagem” entre os acordes, usando arpejos, cromatismos e
escalas, a idéia é seguir a harmonia e “enfeitar” a levada com essas notas.
Ex. 4 – Baixo Pedal : O baixo se mantém numa nota, geralmente a tônica ou a
quinta do tom enquanto que os outros instrumentos harmônicos seguem a
harmonia normalmente.
Ex. 5 – Ostinato : o baixo faz um riff usando geralmente notas da escala do
tom e sempre enfatizando a tônica do tom no inicio de cada compasso enquanto
que os instrumentos harmônicos seguem a harmonia. Nesse riff o baixo pode
estar sozinho ou ser acompanhado por uma guitarra, violão ou teclado fazendo o
mesmo riff.
Ex. 6 – Baixo com papel e ritmo especifico do estilo musical tocado : Nesse
caso o baixo faz o que se espera dele no estilo da musica, como nesse exemplo
o baixo faz o ritmo de Reggae. Algo muito comum em estilos como Blues,Jazz
tradicional, Samba, Baião, entre outros. Pode-se variar as levadas em relação a
notas e ritmos, mas deve-se sempre voltar para o que se espera do papel do
baixo em relação ao estilo. Notas de passagem também são possiveis nesses
casos.
Ex. 7 – Pergunta e resposta ritmica com outro instrumento : Nesse exemplo,
um funk onde o baixo “complementa” a guitarra e vice-versa. Um toca
principalmente onde o outro não toca (pausa). Aplicação muito comum em funk
e pop.
Ex. 8 – Neste exemplo crio um padrão ritmico de dois compassos e o repito
nos dois compassos seguintes, enquanto a harmonia muda. As notas seguem o
padrão de um ostinato, mas podem também seguir as tônicas da harmonia. Os
quatro compassos são então divididos em quatro “células” de um compasso
cada. Repito então o primeiro compasso no terceiro. Representando em letras
seria como um ABAC, cada letra um compasso.
Ex. 9 – O mesmo tipo de construcão, mas variando o padrão de repetição
para um AABC. Nesse exemplo, assim como no anterior, também são possiveis
padrões de um ou quatro compassos, além de outras combinações de
repetições. Outro instrumento como a guitarra pode seguir o baixo como em um
riff.
Vale lembrar que o que os outros intrumentos estão tocando é um fator muito
importante na escolha do tipo de levada. Viradas também são possiveis em
todos os casos considerando a melodia tocada pelo instrumento principal,
normalmente a voz. Procure variar todos esses tipos descritos aqui nas musicas
em que toca.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Coluna Tapping Percussivo


Coluna publicada na revista Bass Player Brasil 


Tapping Percussivo

                                           
                                                      AUDIO DA COLUNA (NOVO)



    Nessa terceira coluna sobre tapping demonstro uma opção  que é uma das preferidas entre os baixistas que preferem usar o baixo para o uso de grooves, o tapping percussivo.
   A idéia desse tipo de tapping é a de se acrescentar notas abafadas onde dedos da mão direita ou a palma inteira da mesma mão batem nas cordas perto da região final do braço. São notas abafadas ou ghost notes que acrescentam ao groove efeitos de uma percussão.
   Nos exemplos abaixo são usados ascentos, descritos nas tablaturas com um X maiusculo na corda ré, e notas abafadas, descritos nas pautas e tablaturas com um x minusculo na corda mi. Todas as notas são tocadas percutindo a mão esquerda nas cordas apenas com a técnica de Hammer-on, que é quando se pressiona as cordas sem o impulso da mão direita.
   No exemplo 1 demonstro a levada básica em colcheias nos dois primeiros compassos e utilizando semi-colcheias nos compassos 3 e 4. A levada usa a escala pentatônica em ré menor, oitavas e aproximações cromáticas de 2 notas.
   Nos exemplos 2 e 3 o primeiro conceito básico usado por percussionistas, o ascento. Sugiro se tocar esse ascento batendo com a palma da mão direita com maior força em todas as cordas no final do braço. É importante se bater em todas as cordas ao mesmo tempo.
   No exemplo 2 uso os ascentos nas “cabeças” dos tempos 2 e 4, simulando uma caixa de bateria comum em pop/rock. Algumas notas anteriores aos ascentos foram antecipadas em semi-colcheia, dando assim uma caracteristica mais funk, onde se misturam os contras de semi-colcheias com os ascentos nas “cabeças” de tempo. Essa opção é ótima quando não há uma caixa de bateria ascentuando os tempos 2 e 4.
   No exemplo 3 ascentuo os contratempos antecipados de semi-colcheias dos tempos 2 e 4. Essa opção é também ótima para se criar um efeito de percussão, que costuma ascentuar em lugares diferentes da caixa da bateria quando esta ascentua nas “cabeças” dos tempos 2 e 4.
   Nos dois casos de ascentos algumas notas se mantém no mesmo lugar enquanto que outras devem ser antecipadas ou atrasadas para dar espaço aos ascentos. Também é possivel se combinar ascentos nas “cabeças” e “contras” numa mesma levada. Sugiro que se considere o que a bateria está fazendo para que o tapping soe mais como uma complementação ritmica.
   No exemplo 4 acrescentei notas abafadas em tapping onde se deve encostar os dedos da mão esquerda em todas as cordas e bater com o polegar da direita no final do braço na corda mi ou com os outros dedos nas outras cordas. A intensidade deve ser menor do que a dos ascentos. A idéia é a de “secar” as notas da levada tocando todas em semi-colcheias, e então preencher todos os espaços entre uma nota e outra ou entre as notas e os ascentos com esses abafados em semi-colcheias. Nesse exemplo os ascentos estão nas “cabeças” dos tempos 2 e 4.
   No exemplo 5 usei a mesma técnica, mas os ascentos foram atrasados em semi-colcheia.
   Outras opções de notas abafadas em tercinas ou sextinas são possíveis, além de outras técnicas de notas abafadas. Sugiro a criação de levadas com os dois tipos de ascentos. Até a próxima com mais possibilidades de tapping.







terça-feira, 16 de outubro de 2012

Transcrição - Slap da Slapjack

Transcrição - Slap da Slapjack
Publicada na matéria com Zuzo em julho de 2012 na revista Bass Player Brasil

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Coluna de Slap - Outros ligados


Coluna de Slap - Outros ligados
Coluna publicada em 1997 na revista Cover Guitarra

Nas duas colunas passadas dei um maior enfoque ao uso de ligados pensando em notas com oitavas, escalas e até acordes, apesar de toda essa variedade de alternativas de uso os ligados vinham sempre de notas mais graves para mais agudas , o que se chama "hammer-on". Aqui vão dicas de outras maneiras de se tocar "ligando" em exemplos mais simples todos de apenas um compasso, tentem usar essas idéias diferentes de ligados nos exemplos que passei em edições anteriores. O exemplo 1 mostra o tipo básico de ligado , já o exemplo 2 vai sempre de uma nota mais aguda para uma mais grave o que se chama "pull-off" e o exemplo 3 mostra a junção do "hammer-on"com o "pull-off" indo e voltando sendo essas três notas tocadas em sextinas. Procurem sempre que possível treinar esses exemplos com metrônomo ou bateria eletrônica numa velocidade progressiva. Até a próxima! 



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Coluna Notas abafadas em levadas


     Coluna Zuzo Moussawer – Notas abafadas em levadas

     Publicada no site musictube.com.br - Audios disponiveis no site

     Nesta coluna abordo a aplicação de notas abafadas, também chamada de ghost notes, notas mudas ou notas mortas, em levadas.
    Todos os exemplos são tocados na sequência I Am I F I C I G I, em todos os exemplos são apenas usadas tônicas e oitavas, mas vale lembrar que podem ser usadas todas opções de notas como arpejos, aproximações cromáticas, e escalas. Também podem ser aplicados os contratempos tanto em tempos fortes como em tempos fracos e notas de passagem, além de compassos impares.
    Para se tocar notas abafadas é importante encostar mais de dois dedos nas cordas pois com menos dedos pode-se correr o risco de sair o som de harmônicos. Outra dica é a de usar a mesma corda que em seguida será tocada em nota para produzir a nota abafada, apesar de também ser possível se usar outras cordas. Produza as notas abafadas com intensidade alta para que com essa projeção seu som “apareça” no todo. Um timbre mais médio usando mais o captador da ponte ajuda.
   No primeiro exemplo é demonstrado o básico da levada sem nenhuma aplicação de notas abafadas, para finalidade didática dessa coluna, todos os outros exemplos serão baseados nas notas e ritmos dessa levada.
   No exemplo 2 a aplicação de uma nota abafada sendo uma semi-colcheia antes dos tempos fortes 1 e 3. Essas ghost notes são tocadas na última semi-colcheia dos tempos 2 e 4. Muitas das notas anteriores aos abafados que originalmente eram em colcheias foram antecipadas em uma semi-colcheia para dar “espaço” para as notas abafadas.
   No exemplo 3 o uso de duas notas abafadas em semi-colcheias também antecipando os tempos fortes 1 e 3 sendo usadas no lugar das ultimas duas semi-colcheias dos tempos 2 e 4.
   No exemplo 4 a mistura de uma e duas notas abafadas, neste caso usada nos finais dos tempos 1 e 3, antecipando os tempos fracos 2 e 4. Como em todos os outros exemplos, as figuras ritmicas e notas da levada original foram preservadas.
   No exemplo 5, numa típica aplicação de notas abafadas no estilo funk americano, o baixo “seca” todas as notas da levada original, todas são tocadas em semi-colcheias, então todos os espaços entre as notas são preenchidos por abafados em semi-colcheias numa combinação entre 1 e 2 abafados, combinações de 3 e 4 abafados nesse caso também são possíveis. Essa aplicação simula o que guitarristas tocam em levadas de funk, tocando apenas em semi-colcheias os ascentos naturais das notas e preenchendo o resto com abafados em semi-colcheias.
   No exemplo 6 uma maneira muito comum de se tocar escalas em Slap, dividindo a escala em duas a duas notas, tocando a primeira e ligando a próxima. Essas notas são combinadas com uma e duas notas abafadas em colcheias ou semi-colcheias, também são possíveis outras divisões como tercinas. Neste exemplo usei a escala do tom da base, lá menor.
   No exemplo 7 uma mistura das tônicas com oitvas do primeiro exemplo com as notas de escala misturadas com as notas abafadas.
   Outras opções de notas abafadas também são possíveis como três notas abafadas em sextinas ou tercinas, além de um tipo específico de abafado onde se bate em todas as cordas com a mão direita. Procure aplicar esses fundamentos compondo novas levadas e também tentando “improvisar” uma levada de maneira mais intuitiva.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coluna Tapping - acordes dedilhados


Coluna Tapping - Efeito acordes “dedilhados”
Coluna publicada na revista Bass Player Brasil - 2012

Continuando a série de colunas sobre Tapping iniciada na edição anterior, nesta coluna
abordo algumas possibilidades para a criação do efeito “dedilhado” para acordes em Tapping.
Para que a técnica realmente soe como dedilhado é importante que se deixe os dedos
pressionados o máximo de tempo até o momento de se tocar o mesmo dedo de novo.
Todos os exemplos são apresentados em tercinas nos dois primeiros compassos e semicolcheias
nos dois últimos. Quaisquer divisões podem ser usadas num mesmo padrão de
execução, além das colcheias e até variações de divisões misturando‐se notas mais curtas com
mais longas. Todos os exemplos são demonstrados em cima da harmonia I Am I F I C I G I.
No exemplo 1 combinações de um dedo/corda na mão esquerda e dois na direita. A mão
direita toca inicialmente a quinta e oitava do Am. Note que, na medida que o baixo muda a
tônica para F , a mão direita se mantém nos mesmo intervalos, o que transforma o acorde em
F7+. Nos compassos 3 e 4, a mão esquerda toca em duas cordas sendo tônicas, quintas e terças.
A mão direita toca terças e sétimas ( C7+ e G7 ).
No exemplo 2 uso a combinação de dois dedos/cordas para cada mão, só que intercalando
cordas. A mão esquerda toca tonicas ou terças e oitavas ou sétimas, a direita toca quintas e
terças além de oitavas. Na maioria das vezes sugiro que se use cordas diferentes para cada mão,
apesar de se poder também repetir cordas, como no compasso 4.
No exemplo 3 a mão esquerda toca tônicas e terças ou terças e quintas, a mão direita quintas
e oitavas nos compassos 1 e 2, além de quintas e nonas no compasso 3. Também é possivel se
tocar notas simultâneas como no compasso 3 sem se perder a idéia de “dedilhado”.
No compasso 4 uma técnica mais complexa onde há a repetição de intervalos nas duas mãos,
além de ligados na mão esquerda entre a terça e quinta. A mão direita toca oitavas ou sétimas e
terças.
Outras opções de combinações de cordas usando cada mão em cordas diferentes das
sugeridas são possíveis, podendo‐se inclusive usar 3 dedos em uma das mãos ou até nas duas.
Pode‐se também usar pull‐offs e slide nas notas tocadas em tapping na mão direita. Outra
sugestão é a de se distanciar uma das mãos pensando no campo harmônico do tom da
progressão harmônica, criando‐se vozes e acordes diferentes do cifrado, caso haja a liberdade
harmônica para tal. Todas opções exigem é claro muito estudo dessa arte. Até uma próxima
com mais possibilidades de Tapping.