segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Coluna de Slap - Outros ligados


Coluna de Slap - Outros ligados
Coluna publicada em 1997 na revista Cover Guitarra

Nas duas colunas passadas dei um maior enfoque ao uso de ligados pensando em notas com oitavas, escalas e até acordes, apesar de toda essa variedade de alternativas de uso os ligados vinham sempre de notas mais graves para mais agudas , o que se chama "hammer-on". Aqui vão dicas de outras maneiras de se tocar "ligando" em exemplos mais simples todos de apenas um compasso, tentem usar essas idéias diferentes de ligados nos exemplos que passei em edições anteriores. O exemplo 1 mostra o tipo básico de ligado , já o exemplo 2 vai sempre de uma nota mais aguda para uma mais grave o que se chama "pull-off" e o exemplo 3 mostra a junção do "hammer-on"com o "pull-off" indo e voltando sendo essas três notas tocadas em sextinas. Procurem sempre que possível treinar esses exemplos com metrônomo ou bateria eletrônica numa velocidade progressiva. Até a próxima! 



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Coluna Notas abafadas em levadas


     Coluna Zuzo Moussawer – Notas abafadas em levadas

     Publicada no site musictube.com.br - Audios disponiveis no site

     Nesta coluna abordo a aplicação de notas abafadas, também chamada de ghost notes, notas mudas ou notas mortas, em levadas.
    Todos os exemplos são tocados na sequência I Am I F I C I G I, em todos os exemplos são apenas usadas tônicas e oitavas, mas vale lembrar que podem ser usadas todas opções de notas como arpejos, aproximações cromáticas, e escalas. Também podem ser aplicados os contratempos tanto em tempos fortes como em tempos fracos e notas de passagem, além de compassos impares.
    Para se tocar notas abafadas é importante encostar mais de dois dedos nas cordas pois com menos dedos pode-se correr o risco de sair o som de harmônicos. Outra dica é a de usar a mesma corda que em seguida será tocada em nota para produzir a nota abafada, apesar de também ser possível se usar outras cordas. Produza as notas abafadas com intensidade alta para que com essa projeção seu som “apareça” no todo. Um timbre mais médio usando mais o captador da ponte ajuda.
   No primeiro exemplo é demonstrado o básico da levada sem nenhuma aplicação de notas abafadas, para finalidade didática dessa coluna, todos os outros exemplos serão baseados nas notas e ritmos dessa levada.
   No exemplo 2 a aplicação de uma nota abafada sendo uma semi-colcheia antes dos tempos fortes 1 e 3. Essas ghost notes são tocadas na última semi-colcheia dos tempos 2 e 4. Muitas das notas anteriores aos abafados que originalmente eram em colcheias foram antecipadas em uma semi-colcheia para dar “espaço” para as notas abafadas.
   No exemplo 3 o uso de duas notas abafadas em semi-colcheias também antecipando os tempos fortes 1 e 3 sendo usadas no lugar das ultimas duas semi-colcheias dos tempos 2 e 4.
   No exemplo 4 a mistura de uma e duas notas abafadas, neste caso usada nos finais dos tempos 1 e 3, antecipando os tempos fracos 2 e 4. Como em todos os outros exemplos, as figuras ritmicas e notas da levada original foram preservadas.
   No exemplo 5, numa típica aplicação de notas abafadas no estilo funk americano, o baixo “seca” todas as notas da levada original, todas são tocadas em semi-colcheias, então todos os espaços entre as notas são preenchidos por abafados em semi-colcheias numa combinação entre 1 e 2 abafados, combinações de 3 e 4 abafados nesse caso também são possíveis. Essa aplicação simula o que guitarristas tocam em levadas de funk, tocando apenas em semi-colcheias os ascentos naturais das notas e preenchendo o resto com abafados em semi-colcheias.
   No exemplo 6 uma maneira muito comum de se tocar escalas em Slap, dividindo a escala em duas a duas notas, tocando a primeira e ligando a próxima. Essas notas são combinadas com uma e duas notas abafadas em colcheias ou semi-colcheias, também são possíveis outras divisões como tercinas. Neste exemplo usei a escala do tom da base, lá menor.
   No exemplo 7 uma mistura das tônicas com oitvas do primeiro exemplo com as notas de escala misturadas com as notas abafadas.
   Outras opções de notas abafadas também são possíveis como três notas abafadas em sextinas ou tercinas, além de um tipo específico de abafado onde se bate em todas as cordas com a mão direita. Procure aplicar esses fundamentos compondo novas levadas e também tentando “improvisar” uma levada de maneira mais intuitiva.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coluna Tapping - acordes dedilhados


Coluna Tapping - Efeito acordes “dedilhados”
Coluna publicada na revista Bass Player Brasil - 2012

Continuando a série de colunas sobre Tapping iniciada na edição anterior, nesta coluna
abordo algumas possibilidades para a criação do efeito “dedilhado” para acordes em Tapping.
Para que a técnica realmente soe como dedilhado é importante que se deixe os dedos
pressionados o máximo de tempo até o momento de se tocar o mesmo dedo de novo.
Todos os exemplos são apresentados em tercinas nos dois primeiros compassos e semicolcheias
nos dois últimos. Quaisquer divisões podem ser usadas num mesmo padrão de
execução, além das colcheias e até variações de divisões misturando‐se notas mais curtas com
mais longas. Todos os exemplos são demonstrados em cima da harmonia I Am I F I C I G I.
No exemplo 1 combinações de um dedo/corda na mão esquerda e dois na direita. A mão
direita toca inicialmente a quinta e oitava do Am. Note que, na medida que o baixo muda a
tônica para F , a mão direita se mantém nos mesmo intervalos, o que transforma o acorde em
F7+. Nos compassos 3 e 4, a mão esquerda toca em duas cordas sendo tônicas, quintas e terças.
A mão direita toca terças e sétimas ( C7+ e G7 ).
No exemplo 2 uso a combinação de dois dedos/cordas para cada mão, só que intercalando
cordas. A mão esquerda toca tonicas ou terças e oitavas ou sétimas, a direita toca quintas e
terças além de oitavas. Na maioria das vezes sugiro que se use cordas diferentes para cada mão,
apesar de se poder também repetir cordas, como no compasso 4.
No exemplo 3 a mão esquerda toca tônicas e terças ou terças e quintas, a mão direita quintas
e oitavas nos compassos 1 e 2, além de quintas e nonas no compasso 3. Também é possivel se
tocar notas simultâneas como no compasso 3 sem se perder a idéia de “dedilhado”.
No compasso 4 uma técnica mais complexa onde há a repetição de intervalos nas duas mãos,
além de ligados na mão esquerda entre a terça e quinta. A mão direita toca oitavas ou sétimas e
terças.
Outras opções de combinações de cordas usando cada mão em cordas diferentes das
sugeridas são possíveis, podendo‐se inclusive usar 3 dedos em uma das mãos ou até nas duas.
Pode‐se também usar pull‐offs e slide nas notas tocadas em tapping na mão direita. Outra
sugestão é a de se distanciar uma das mãos pensando no campo harmônico do tom da
progressão harmônica, criando‐se vozes e acordes diferentes do cifrado, caso haja a liberdade
harmônica para tal. Todas opções exigem é claro muito estudo dessa arte. Até uma próxima
com mais possibilidades de Tapping.







segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Transcrição - As Raizes - Tapping

Esse trecho transcrito aqui é o tema do verso tocado em tapping em oitavas, a voz mais grave toca em Hammer-on com os dedos da esquerda enquanto que a mais aguda toca com a direita em tapping.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Coluna se Slap - Cordas Soltas II


 Slap - Cordas Soltas II


Na coluna anterior dei dicas de mistura de cordas soltas com notas ligando-as e especificamente no exemplo 3 pensando em "bordões" ou "power chords" que são os acordes apenas compostos pela tônica e quinta. A seguir darei mais exemplos só que numa divisão de tempo mais difícil de executar que são as sextinas (pela velocidade e porque realmente soam diferente nestes casos). No exemplo 1 em mi menor apenas desço as notas dos "bordões" alternando com cordas soltas, já no exemplo 2 faço o mesmo só que subindo notas dos acordes Em , D e C7M sempre alternando com cordas soltas. No exemplo 3 transcrevi um trecho da música SLAPJACK de meu disco EXPRESS que exemplifica muito bem esse tipo de aplicação pensando nesse caso no acorde E7 e ao invés de alternando com corda solta, usando o ligado da sexta para sétima e da terça menor para terça maior (intenção blues) em pop. Procurem fazer frazes também pensando em outros intervalos. Até a próxima! 




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Modos em Levadas

Coluna postada no Site Musictube.com.br. Audios disponiveis no site

AUDIO DA COLUNA ( NOVO )


Modos Gregos em levadas para contrabaixo – Zuzo Moussawer
Nesta coluna demonstro como aplicar os sete modos gregos em levadas para contrabaixo, nas parts e tabs a seguir está descrito o contrabaixo, mas no audio que acompanha a coluna estão demonstrados acompanhamentos também em guitarras, teclados e baterias em diversos estilos diferentes.
Todos os exemplos estão no tom central de Dó para facilitar a comparação de sonoridades entre eles. Na armadura de clave os modos com terça maior como Jonio, Lidio e Mixolidio estão demonstrados como tom de Dó Maior e os modos com terça menor como Dórico, Frigio, Eólio e Lócrio estão demonstrados como tom de Dó Menor. Os intervalos diferentes de cada modo entram como acidentes ocorrentes.
Em todos os exemplos o baixo passa por intervalos característicos, enquanto que sobre os acordes de acompanhamento, são usados aqueles que possuem a nota característica de cada modo, assunto esse que será explicado futuramente em uma coluna sobre Harmonia Modal. Para identificar qual nota do exemplo corresponde ao intervalo característico explicado abaixo, conte nas notas do modo dado entre parênteses, por exemplo, a quarta do modo Jônio de Dó é o Fá (quarta nota entre parênteses descrita abaixo).
Todos os exemplos usam o modo grego como centro tonal com exceção do modo Mixolidio, que em Blues é muito usada a aplicação por acordes. A seguir a descrição dos exemplos por modo e intervalo característico.
Ex. 1 – Modo Jônio – Maior - (C,D,E,F,G,A,B) : Passa-se pela terça maior, sétima maior, além do intervalo característico de quarta justa. Som mais “alegre” exemplificado num Reggae.
Ex. 2 – Modo Dórico (C,D,Eb,F,G,A,Bb) : Passa-se pera terça menor, sexta (intervalo característico) e sétima, acrescentei a blue note (Sol Bemol no exemplo de Dó), muito comum em black music. Som comum também em musica negra americana exemplificado num Funk americano.
Ex. 3 – Modo Frigio (C,Db,Eb,F,G,Ab,Bb) : Passa-se pela segunda bemol (intervalo característico), terça menor e sexta bemol. Som tenso e pesado exemplificado num Metal.
Ex. 4 – Modo Lídio (C,D,E,F#,G,A,B) : Passa-se pela quarta aumentada (intervalo característico), terça e sétima maior. Modo usado para sons que evocam “triunfo” e “glória” exemplificado num Metal Progressivo.
Ex. 5 – Modo Mixolídio (C,D,E,F,A,Bb) : Passa-se pela sétima (intervalo característico) e terça. É o modo maior da musica negra americana, (ao contrário do Dórico que é o menor), exemplificado num blues, onde é comum o uso da escala mixolidio para cada acorde, C e F neste exemplo, ao contrário da aplicação por centro tonal.
Ex. 6 – Modo Eólio – Menor natural (C,D,Eb,F,G,Ab,Bb) : Passa-se pela sexta bemol (intervalo característico), além da terça menor. Modo “neutro” com tendências para mais “triste” e “reflexivo”, exemplificado num rock.
Ex. 7 – Modo Lócrio (C,Db,Eb,F,Gb,Ab,Bb) : Passa-se pela quinta bemol (intervalo característico), e segunda bemol, além da terça menor. Modo mais tenso, pesado e down que o Frigio, exemplificado também num Heavy Metal.
Usar os Modos gregos como escalas “principais” é uma aplicação muito mais interessante do que usá-las como “extensões” da escala Maior. Usar um Ré
Dórico, Mi Frigio, Fá Lidio, etc... em cima de um tom de Dó Maior não apresenta nada de novo, pois as notas são as mesmas. É muito mais interessante a variação entre um Dó Mixolidio para um Dó Frigio por exemplo, pois nesse caso mudam-se as notas e acordes. Também é possivel a mudança dos modos e do centro tonal ao mesmo tempo como por exemplo de um Do Jonio para um Eb Lídio. As combinações são muitas. Bons estudos.







segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Coluna de Taping - Duas vozes simultâneas

Coluna sobre Tapping - Duas vozes simultâneas - Publicada na revista Bass Player Brasil - edição 07 - Audios no site www.bassplayerbrasil.com.br



Duas vozes simultâneas


     Nesta série de colunas abordarei diversas possibilidades para a aplicação do uso de tapping em musicas. Nesta primeira coluna abordo as possibilidades mais comuns para o uso de duas vozes simultâneas no baixo.
     No exemplo 1, melodias em duas vozes apresentadas em oitavas e terças. Nos dois primeiros compassos uso oitavas numa escala menor, a posição da mão direita é com a mão em direção ao chão, usando exatamente a mesma digitação da esquerda. Nos compassos 3 e 4 uso uma escala menor em sol na esquerda e uma escala maior em si bemol na direita (terça). Neste caso é importante a mesma quantidade de notas por corda para as duas mãos. Aconselho que se treine também em outras escalas, padrões e frases em geral nos dois casos.
    No exemplo 2, baixo na esquerda e acordes na direita em cima da harmonia  I Dm7 I G7 I C7M I A7 I.
Aqui uma aplicação para o estilo de swing jazz . Na linha de baixo uso aproximações cromáticas e notas dos acordes, escalas também poderiam ser aplicadas. Na mão direita foram usadas terças e sétimas ou o oposto. Essa é uma aplicação básica para baixos de quatro cordas, outros intervalos podem ser adicionados na direita para baixos de mais cordas. Sugiro a mesma aplicação para outros estilos musicais, por exemplo, pode-se tocar na direita o ritmo de uma linha de violão de um samba enquanto se faz as linhas de baixo na esquerda com as caracteristicas melódicas do estilo.
    No exempo 3, baixo na esquerda e melodia na direita em cima da mesma harmonia. A mão esquerda toca a mesma linha do exemplo 2 nas cordas mi e lá enquanto a mão direita toca uma melodia na escala de dó maior e com aproximações cromáticas nas cordas ré e sol, mão direita  em direção ao chão. Sugiro não se usar a mesma corda para as duas mãos.
    No exemplo 4, acordes estilo “dedilhado” na esquerda e a mesma melodia na direita, a diferença neste caso é a aplicação da melodia apenas na corda sol enquanto que os acordes na esquerda tocam as cordas mi, lá e ré. Nos acordes, algumas vozes comuns para acordes em três cordas seguidas, Tonica+3ª+7ª , 5ª+tonica+3ª e tonica+5ª+8ª. Assim como no exemplo anterior sugiro não se repetir cordas nas duas mãos. Baixos de mais cordas possibilitam o uso de mais cordas em ambas as mãos.
    Para cada uma das quatro aplicações há uma infinidade de possibilidades. Pode-se buscar fraseados mais complexos onde a coordenação das duas mãos seria o objetivo, treinando-se passo a passo, ou pode-se buscar naturalidade “improvisando” essa linhas de uma maneira mais natural. Nos dois casos exige-se um estudo muito grande dessa arte, mãos a obra e até uma proxima com mais possibilidades de tapping.